segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Estrelas que nunca se apagam

Por Douglas Vives

   Existe  uma variedade enorme de museus espalhados pelo mundo, de diversos temas e ideias. Sua função é preservar a memória de um momento histórico social da humanidade. Nesta primeira postagem,  não quero falar sobre  o museu silencioso, mas sim do museu vivo, o que  vive transcendental na troca de culturas de uma geração para outra, o boca-a-boca. Para ser mais especifico, o da cultura musical e visual que vive nas canções e lembranças dos pais e avôs. A memória viva.
   Vamos tratar de uma personagem notável  que deixou o Brasil marcado no exterior, e vive no imaginário das pessoas: Carmen Miranda. Quem nunca ouviu falar dela?

Carmen Miranda anos 30
  Carmen Miranda foi uma cantora e atriz luso-brasileira, que fez sucesso nos anos 30, no Brasil, em um cenário do Rio de Janeiro, ainda pomposo afrancesado da reforma de Pereira Passos e dos anos 40 à 50, no exterior. Sua marca maior: plataformas, balangandãs e sua inconfundível brejeirice na forma de cantar. Arquitetam uma imagem e um exotismo musical e visual que gravou para sempre seu nome  nas estrelas.  
   O jornalista da Revista Agito Rio, Márcio Proença, 42 anos, teve  como tema em sua monografia, Carmen Miranda. Em uma entrevista ele nos contou um pouco de como  conheceu este personagem colorido de nossa história que não desbotou com o tempo.

Márcio, por que escolheu este tema ?
- Porque para mim, ela é um ícone da MPB e junto com um outro ícone, Dorival Caymmi expuseram ao mundo  o lado tropical do nosso país, através  da figura da mulher baiana.

 Como foi o seu primeiro contato com o trabalho da cantora ?
- O primeiro contato  foi através da música “O que é que a baiana tem?”, de Dorival Caymmi, interpretada pela Carmen. Foi no meio da década de 80, quando eu escutava a Rádio Nacional FM, de Brasília.

Márcio você apresentaria a obra dela para os seus filhos?
- Sim, lógico! Quanto a isso não existe dúvida nenhuma.

Por quê?
- Porque é de suma importância que seja passado para outras  gerações. Não importa a forma, se é boca-a-boca ou por outras mídias. Carmen foi uma das percussoras do tropicalismo. Deveria ser como nos EUA. Lá eles cultuam até hoje o Fred Aster.

 Márcio ressaltou também que  importante é  jamais deixar perder o valor das boas memórias musicais. 

Nenhum comentário: