segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Festival de Teatro Autoral em Manguinhos



Grupo Aviões de Papel -  Foto:Fábio Souza


Festival de Esquetes Autorais da ONG ECOA

Por Camille Rodrigues


Realizado no mês de Setembro, na Biblioteca Parque de Manguinhos, o “Festival de Esquetes Autorais ECOA”, apresentou atrações para todas as idades. Produzido por estudantes de uma ONG de Teatro chamada ECOA, o evento reuniu um público diversificado, com moradores da comunidade, crianças, estudantes de teatro, diretores entre outros.


Com o intuito de levar à arte a comunidade, criando uma interação do teatro com moradores, o evento reuniu esquetes que trataram de temas atuais junto a nossa realidade e sonhos de criança, ganhando toda a atenção do público. Dentre os quesitos de escolha, estão melhor produção, melhor figurino, melhor atriz, melhor ator, destaque pela celebração entre o público no final do espetáculo, melhor interação com o público e é claro o que não podia faltar, o Júri Popular, dando voz ao público e permitindo expor sua opinião.


O Júri contou com a participação de professores e ex-professores que já passaram pela ONG, como Gabriel Barros, Vanessa Meyer, Jairo Goulart, Arthur Souza, Thiago Cortez  e Daniel Santa Maria . As esquetes apresentadas são de alunos e ex-alunos da ONG, escritas e dirigidas por eles. Cada grupo cuidou de tudo em sua apresentação, desde texto a cenário e figurino, fazendo com que essas fossem umas das partes mais cativantes do evento.


Entre os participantes está Melina Sousa, de 19 anos, estudante de Engenharia de Produção e estudante da ONG a 4 anos, após ganhar os prêmios de Destaque pela celebração entre o público no final do espetáculo, Cenário, Trilha Sonora, Júri Popular, Direção, Melhor Ator (Lucas Milato), Júri Técnico e o 1º lugar Geral do espetáculo, em uma entrevista exclusiva para nosso blog, nos contou um pouco da experiência de ter participado do festival:
1-O festival superou suas expectativa?
Melina Souza:  “Sim. Em particular já acompanhava um pouco do trabalho da produção, e sabia que fariam um trabalho eficiente. Mas o carinho e a dedicação do dia superaram o que eu poderia imaginar, rs.”

2- Qual foi a relação da sua esquete com o público? A esquete conseguiu alcançar todos os públicos alvos?
Melina Souza:Com o tempo, a encenação da esquete demonstrou pedir um diálogo mais direto com a platéia. Optamos por usar a projeção como uma forma de falar diretamente ao público, buscando arrematar nossa "mensagem", rs. E mais do que apenas por palavras, o entrosamento e a receptividade do público foram fundamentais para criar a atmosfera. Então sim, acredito que conseguimos alcançar nosso público, visto que o alvo era qualquer pessoa que estivesse disposta a partilhar desse momento conosco, rs.”

3- Qual foi a relação do elenco, com a proposta da produção de levar Festival de Teatro Autoral a uma comunidade?
Melina Souza: Em projetos paralelos eu particularmente já tenho trabalhado com teatro em comunidades. Achei a proposta válida e altamente condizente com a ONG ECOA, idealizadora do Festival. Todos devem ter o direito ao acesso arte feita com dedicação e qualidade, e foi isto que pude ver em todos os grupos que passaram pelo festival.”

O Término do evento foi marcado por muita emoção. Crianças da platéia foram ao palco abraçar a produção, perguntando quando iam voltar, se teria mais na próxima semana, aproveitaram o palco para mostrar o que sabiam fazer, e começaram a cantar e dançar. 

Diante da emoção de ter participado da produção e ter sido Mestre de Cerimônia no evento, não pude conter minhas palavras e me permiti transbordar, ao tentar contar a importância que o evento teve em minha vida:
Foto: Fábio Sousa


E  então eu transbordei


Emoção! Emoção! Emoção!
E os meus olhos voltam a brilhar
Trocando, experimentando, servindo
Me encantando
Pertencimento, preenchimento, aprendizado
Gratidão! Gratidão! Gratidão!
E agora já anoitecendo, exponho meu interior
E permito esse meu transbordar
O abraço final sufocante, aqueles olhinhos brilhando
Me perguntando, quando eu ia voltar

Emoção, Gratidão, Preenchimento


Transformação!!!

E nasce um novo ciclo, com uma nova
Camille Rodrigues, com ainda mais Brilho no olhar
Não sei se eu permiti
Mas aquelas crianças me venceram
Também não sei como fizeram
Me agarraram, quase me derrubaram

Me surpreenderam, me encantaram
E permaneço a transbordar
Ao lembrar de todo público
Não existe palavras para explicar

Gratidão! Gratidão! Gratidão!
Uma nova Camille Rodrigues
O brilho dos olhos só a multiplicar
Se permita experimentar!
Se entregue! Se doe por inteiro!                           

E diante do meu transbordar
Ficou o grito
Gratidão! Gratidão!Gratidão!

Camille Rodrigues

Confira abaixo as fotos do Festival, por Fábio Sousa:
















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Estrelas que nunca se apagam

Por Douglas Vives

   Existe  uma variedade enorme de museus espalhados pelo mundo, de diversos temas e ideias. Sua função é preservar a memória de um momento histórico social da humanidade. Nesta primeira postagem,  não quero falar sobre  o museu silencioso, mas sim do museu vivo, o que  vive transcendental na troca de culturas de uma geração para outra, o boca-a-boca. Para ser mais especifico, o da cultura musical e visual que vive nas canções e lembranças dos pais e avôs. A memória viva.
   Vamos tratar de uma personagem notável  que deixou o Brasil marcado no exterior, e vive no imaginário das pessoas: Carmen Miranda. Quem nunca ouviu falar dela?

Carmen Miranda anos 30
  Carmen Miranda foi uma cantora e atriz luso-brasileira, que fez sucesso nos anos 30, no Brasil, em um cenário do Rio de Janeiro, ainda pomposo afrancesado da reforma de Pereira Passos e dos anos 40 à 50, no exterior. Sua marca maior: plataformas, balangandãs e sua inconfundível brejeirice na forma de cantar. Arquitetam uma imagem e um exotismo musical e visual que gravou para sempre seu nome  nas estrelas.  
   O jornalista da Revista Agito Rio, Márcio Proença, 42 anos, teve  como tema em sua monografia, Carmen Miranda. Em uma entrevista ele nos contou um pouco de como  conheceu este personagem colorido de nossa história que não desbotou com o tempo.

Márcio, por que escolheu este tema ?
- Porque para mim, ela é um ícone da MPB e junto com um outro ícone, Dorival Caymmi expuseram ao mundo  o lado tropical do nosso país, através  da figura da mulher baiana.

 Como foi o seu primeiro contato com o trabalho da cantora ?
- O primeiro contato  foi através da música “O que é que a baiana tem?”, de Dorival Caymmi, interpretada pela Carmen. Foi no meio da década de 80, quando eu escutava a Rádio Nacional FM, de Brasília.

Márcio você apresentaria a obra dela para os seus filhos?
- Sim, lógico! Quanto a isso não existe dúvida nenhuma.

Por quê?
- Porque é de suma importância que seja passado para outras  gerações. Não importa a forma, se é boca-a-boca ou por outras mídias. Carmen foi uma das percussoras do tropicalismo. Deveria ser como nos EUA. Lá eles cultuam até hoje o Fred Aster.

 Márcio ressaltou também que  importante é  jamais deixar perder o valor das boas memórias musicais. 

domingo, 6 de outubro de 2013



Por: Thiago Lima

 A Casa de Cultura Milton Santos é uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e da OSs Viva Rio Saúde, responsável pela promoção da saúde por meio de projetos de geração de renda, esporte e qualificação profissional para inclusão de crianças, jovens e adultos de comunidades carentes, sem muitas oportunidades e perspectivas de um futuro promissor. A Casa está situada no bairro da Penha e abrange as comunidades da Fé, Paz, Sereno e Caixa d’água.



( foto: Site Viva Rio)


A CCMS busca implantar programas com ênfase em atividades lúdicas, culturais, esportivas, de empreendedorismo, geração de empregos e de renda. A assessora técnica, Lidiane Malanquini, trabalha na Casa desde a sua inauguração, no início do ano, e falou mais sobre o projeto:
- CCMS pretende promover saúde sem o uso de medicamentos, mas através de atividades que colaborem para o desenvolvimento físico, psíquico e emocional de crianças, jovens, adultos e idosos residentes das comunidades.

A promoção da cultura tem uma presença forte no local. Além dos projetos internos, como o “Projeto Alegria”, por exemplo, há várias parcerias com outros projetos externos.
- Nós promovemos passeios e visitas a diferentes espaços de promoção de cultura. Já visitamos teatros, cinema, circo, musicais, pontos turísticos no Rio de Janeiro. Na Penha, especificamente, temos parceria com a Arena Carioca Dicró que recebe diferentes atividades culturais. Semanalmente, o público da CCMS participa das atividades culturais promovidas pela Arena Carioca Dicró – disse Malanquini.

Abaixo, alguns dos programas que a Casa oferece:

Projeto Alegria


 O “Projeto Alegria!” consiste em aulas de teatro para crianças e adolescentes ministradas pelo policial e ator da UPP Fé-Sereno, Italo de Castro. Atualmente, o curso de teatro conta com duas turmas atendendo crianças e adolescentes das comunidades abrangentes. Alguns desses jovens já se apresentaram em peças teatrais com o Grupo Teatro da Laje.
Em agosto, a Casa de Cultura, em parceria com o Grupo Candeeiro Produção Cultural iniciou um trabalho de arte educação. A oficina foi ministrada pelo artista e arte-educador Mário Band´s e produzida por Dani Marquês, envolvendo os alunos num processo para a construção de uma cooperativa de pintura temática em Graffiti. Os jovens puderam pintar de forma lúdica as instalações da Casa de Cultura, usando temas tratados por ela como: saúde, esporte, oficinas de arte, corte e costura e cidadania.

Grupo de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para 3a idade
É realizado semanalmente um encontro visando promover atividades lúdicas e culturais junto a idosos da região. Utilizando o artesanato, o objetivo é promover uma atividade ocupacional para as participantes do projeto e debater temas que envolvam envelhecimento e saúde. O grupo conta com um oficineiro e uma psicóloga.

Oficinas livres

Oficinas de Fuxico e Pintura em tecido
 (Fonte: Candeeiro.org)

Estas oficinas são realizadas por voluntárias, moradoras do Complexo da Penha, que ensinam mulheres a confeccionar produtos utilizando a técnica do fuxico e patchwork, além de técnicas de pintura em tecido.

Oficina “Costurando a gente se entende"

 A oficina “Costurando a gente se entende” tem como objetivo fornecer um curso de capacitação de corte e costura voltada para mulheres residentes na área de abrangência da Casa. Ela também possui a atividade “Papo de Mulher” onde se debatem temas da atualidade e direitos humanos com as beneficiárias do projeto. Atualmente, a oficina conta com duas turmas contabilizando 70 participantes neste projeto.

                                              (foto Lidiane Malanquini)
Cantinho da Costura
O Cantinho da Costura é uma proposta de geração de renda onde as participantes das oficinas “Costurando a gente se entende...” e demais costureiras da área, podem utilizar o maquinário de costura e o espaço da Casa de Cultura Milton Santos para realizarem pequenos reparos em costura, possibilitando a geração de renda para estas mulheres.


Oficina de artesanato e reciclagem
Esta oficina tem como objetivo estimular os jovens através da promoção social utilizando como ferramenta as artes manuais. Tem como público alvo jovens de ambos os sexos.

Núcleo de mediação de conflitos

Através de uma parceria com o Tribunal de Justiça e a UPP Fé-Sereno, a Casa de Cultura Milton Santos é um pólo do Núcleo de Mediação de Conflitos que atende as comunidades da Fé, Paz e Sereno. Esse Núcleo tem como objetivo prestar assistência, orientar e ajudar no fechamento de acordos todos aqueles que estão em situação de conflitos familiares.

Muay-Thai e Jiu-jitsu

Esse projeto busca promover a inclusão social de jovens e adolescentes através da prática em artes marciais. O objetivo é desenvolver as capacidades físicas, psíquicas e motoras dos participantes do projeto, além de contar com uma proposta de educação em direitos humanos e temas da atualidades.



(foto Lidiane Malanquini)